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Peer to Peer, um conceito dos anos 90 que continua quebrando paradigmas

Se você era adolescente nos anos 90, certamente ouviu falar do Napster e de Peer to Peer. Esse software permitia o download de músicas a uma velocidade bem maior do que a tradicional e dava acesso a uma biblioteca infinita de músicas. Tudo isso de maneira considerada “ilegal” pelas gravadoras.

O princípio por trás do Napster é o Peer-to-Peer que pode ser traduzido como de Pessoa-para-Pessoa ou de Ponto-a-Ponto.

Esse princípio é baseado na conexão direta entre dois pontos ou pessoas através da internet, permitindo o compartilhamento direto de um arquivo entre duas ou mais pessoas. O Napster era o serviço que conectava essas pessoas e permitia o download de múltiplas fontes simultaneamente.

A graça desse modelo é que, além de permitir um download mais acelerado já que você poderia estar baixando um arquivo de milhares de fontes diferentes ao mesmo tempo, também explorava uma brecha jurídica de que na verdade ninguém ali era pirata, afinal nunca ninguém estava compartilhando o arquivo inteiro, apenas partes dele.
Hoje em dia temos os famosos torrents, e diversos programas de código aberto que permitem o download de músicas, vídeos jogos e terabytes e terabytes de conteudo. Esses torrents são uma evolução desse modelo, que ainda conta com a conexão de diversas pessoas que provém parte do mesmo arquivo e é pessoas que estão baixando o arquivo.

Fora a genialidade por trás dessa ideia, o modelo de peer to peer foi o que acabou inspirando diversas mudanças em modelos econômicos e de negócio que foram a base para a economia colaborativa por exemplo.
A idéia de que através da internet as pessoas poderiam compartilhar ou usufruir de recursos pois estavam conectadas é transformadora.

Nesse caso, o que aconteceu foi a aproximação das duas pontas da rede, removendo intermediários e criando muito mais valor para as pessoas conectadas. Hoje em dia serviços como o popcorn time utilizam esse conceito para fazer streaming de videos online, que continua sendo considerado ilegal, mas também podemos ver exemplos de como o conceito é aplicado de maneira “legal”, como no caso do Transferwise.

O Transferwise conecta pessoas que querem enviar remessas internacionais de dinheiro com pessoas que querem fazer câmbio e com isso permite que tanto a pessoa que envia quanto a pessoa que compra o dinheiro tenham acesso a uma taxa de câmbio mais vantajosa e sem todos os custos envolvidos em transações internacionais.

Ou seja, o Peer-to-Peer é um exemplo claro de como é possível gerar valor aproximando as pontas de uma cadeia.

Foto: Txopi sob a licença Creative Commons 2.0

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