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A evolução do “freelancer” na economia colaborativa

Freelancer, uma das denominações mais famosas entre profissionais do mundo criativo, programadores e consultores de negócio. Essa classe de profissionais é conhecida por trabalhar em projetos com data definida, com prazos mais curtos e a preços mais acessíveis do que o de agências, produtoras, estúdios ou consultorias com um nível de qualidade que pode variar de “aquele primo que sabe mexer no photoshop” até “Profissional com mais de 10 de experiência no ramo”.

No mundo onde as pessoas estão conectadas, muitas mudanças aconteceram nos últimos anos no universo dos freelancers, principalmente no quesito de divulgação de trabalhos e concorrência.

Novas plataformas surgiram e transformaram a maneira como os freelancers podem oferecer seus serviços e como qualquer pessoa pode encontrar e contratar um freelancer.

Job walls

No boom da internet, começaram a surgir diversos “Job Walls”, sites que serviam literalmente como uma parede de divulgação de trabalhos, concentrando uma série de oportunidades e de “jobs”para os quais os freelancers poderiam se candidatar, um desses exemplos é o trampos.co que reúne diversas oportunidades de trabalho fixos ou para freelancers. Podemos classificar isso como o período PUSH, onde potenciais clientes oferecem oportunidades empurrando elas para consumidores.

Portifólios digitais

O próximo passo dessa evolução foi a criação de sites de portifólios, onde os freelancers criavam páginas para exibir seus trabalhos e casos de sucesso para atrair possíveis compradores para seus serviços. Esse foi um período mais PULL, onde freelancers tentavam atrair potenciais clientes publicando e comunicando o seu serviço e suas especialidades a um público mais amplo.

Marketplaces e intermediários

No meio do caminho, surgiram plataformas como Fiverr e o Upwork, que assumiram um papel de marketplaces, concentrando potenciais compradores e potenciais freelancers e facilitando a criação de portifólios, habilitando a avaliação de compradores e fornecedores, facilitando controle e meios de pagamento e ampliando exponencialmente o alcance de profissionais independentes. Uma combinação dos job walls com portifólios digitais, habilitando modelos de PULL e PUSH.

Essas plataformas transformaram o mercado da seguinte maneira:

1. Credibilidade
Com uma plataforma por trás, que permite avaliações sem filtro e que claramente foram feitas por compradores e vendedores reais, a credibilidade na hora de fechar o negócio é mil vezes maior. Eles foram capazes de inserir uma instituição em um negócio que antes era 100% peer-to-peer, mas agregaram valor ao processo.

2. Segurança para o comprador/vendedor
Claro, com o aumento de credibilidade e com a intermediação, entram uma série de outros dispositivos, como a garantia de entrega, pagamentos faseados, suporte a resolução de disputas e políticas de segurança que dão muito mais confiança para o comprador e o cliente que se sentem mais a vontade para fechar o negócio.

3. Facilidade de pagamentos
Isso também nos leva a um ponto chave, que é a facilitação de pagamentos. Através de sistemas de carteira digital, pagamento online, transferência direta através de cartão de crédito ou de bancos 100% seguros os compradores tem mil vezes mais opções na hora de pagar e os vendedores podem prover mais variedade para seus potenciais clientes, além de poder receber em qualquer moeda de qualquer parte do mundo. O que nos leva para o último ponto.

4. Concorrência global
Precisa de um logo? Por que não contratar um designer na Turquia que será mais barato e provém um serviço de qualidade. Esse cenário é cada vez mais comum e facilitado por essas plataformas, elas conectam compradores e vendedores ao redor do mundo. Dada a diferença de usto de mão de obra global e diferenças em câmbios, países como a Índia se tornam muito competitivos em preço e você pode ter acesso a isso através desses sites.

Qual o impacto disso na nossa economia?

Freelancers se tornam mais acessíveis para pequenos negócios e para empreendedores, além de se tornarem uma alternativa viável (Através de um mediador como o Fiverr ou o Upwork) para grandes empresas. Além disso, essa se torna mais uma opção para profissionais independentes em economias emergentes onde o câmbio, combinado com uma boa capacitação de profissionais pode criar um pool de freelancers altamente qualificados e de baixo custo (O Brasil está ai galera, barato pra gringo).

Eu mesmo resolvi me aventurar nesse mundo e oferecer meus serviços. Afinal, qual a menor maneira de entender um mercado? Mergulhar nele de cabeça. Assim que eu tiver mais percepções eu divido com vocês.

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