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Economia colaborativa, um conceito que está mudando os negócios

Sabe aquela velha história de alugar a vaga da garagem para um vizinho, passar pra pedir emprestada uma furadeira com aquele seu amigo ou mesmo uma barraca para acampar um final de semana? Esses são ótimos exemplos do que está por trás da economia colaborativa!

A economia colaborativa (ou economia compartilhada) é um novo modelo econômico baseado na conexão direta ou intermediada entre pessoas que possuem recursos e pessoas que possuem necessidades, bem relacionado ao conceito de peer-to-peer. Ou seja, que junta quem tem o queijo e quem tem a faca na mão. Sendo que um de seus princípios é criar uma cadeia de valor mais sustentável e acessível, pois os recursos ociosos ou desperdiçados acabam sendo utilizados por pessoas que de outra forma não teriam acesso a esses recursos, seja por questões financeiras ou por outras razões.

Exemplo simples: Eu tenho um carro (Na verdade eu não tenho) que fica parado o dia inteiro na garagem do escritório, das 9h as 18h. Eu tenho um amigo que não tem uma renda tão boa e por isso não tem um carro próprio, mas precisa constantemente de um carro pra se locomover e visitar clientes. Na economia colaborativa, ao invés do meu amigo pegar um financiamento com juros que enforcariam a sua renda mensal, ele pode alugar meu carro por hora através de um app no qual eu cadastrei meu carro e na hora que ele precisar! Eu ganho, porque otimizo o tempo parado do meu carro e gero uma receita passiva e meu amigo ganha pois tem acesso a uma ferramenta de trabalho a um preço beeem mais acessível do que da maneira tradicional.

Nesse exemplo eu coloquei as principais características chave para que a economia colaborativa funcione.

  • Pessoas (Físicas ou jurídicas) com recursos;
  • Pessoas (Físicas ou jurídicas) que precisam de recursos;
  • Uma plataforma de conexão entre essas pessoas;

Porque a internet é chave na economia colaborativa? Porque a economia colaborativa é uma questão de CONEXÕES.
Como você, que precisa de um recurso, sabe que seu vizinho / colega de classe / um total-desconhecido-que-vive-a-100m-de-distância tem esse recurso sobrando e está disposto a te oferecer por um preço muito mais vantajoso do que no modelo tradicional? Porque vocês estão conectados!

O valor dessa conexão é o que muitas startups e empresas estão tentando monetizar criando plataformas de conexão e dando acesso a recursos que antes estavam escondidos ou perdidos.

Tem um artigo da Harvard Business Review que diz que na verdade deveríamos chamar a economia colaborativa de “Economia de acesso”, pois o foco é dar acesso (leia-se condições financeiras) a recursos que antes as pessoas não priorizariam ou não teriam como pagar.

Estamos mudando de um mundo que se organizava em torno da propriedade para um mundo que se organiza em torno do acesso a recursos.


Nesse contexto um recurso pode ser qualquer serviço ou produto aos quais normalmente não teríamos acesso, como nesses exemplos.

  • Acesso a um carro: Pessoas que começaram a ir de carro trabalhar porque agora podem dividir o valor com apps de carona e não precisam mais pensar em como pagar as parcelas infinitas de um financiamento.
  • Acesso a hospedagem: Pessoas que viajam para mais lugares porque podem pagar uma hospedagem de qualidade, bem localizada na casa de um local ao invés de ter que pagar fortunas de diária num hotel.

[…] O Uber e o Lyft são grandes, e eu prevejo que vão existir empresas tão grandes quanto ou maiores que também vão retirar os intermediários do sistema público de ônibus… Você já voou na Virgin America? Imagine se seu ônibus fosse como um avião deles, com baristas, wi-fi e custasse menos do que um ônibus público.Brian Chesky. CEO da Airbnb falando sobre o futuro da economia colaborativa.

Mas calma! Eu não acho que essa é mais uma daquelas relações estritamente econômicas onde as pessoas só querem lucrar e se dar bem. A economia colaborativa pra mim é uma alternativa aos modelos tradicionais e também dá outro tipo de acesso para algumas minorias.

  • Já vi várias mulheres empoderadas por conseguirem ter sua própria renda dirigindo com apps como o Uber.
  • Já vi pessoas que estavam desempregadas sustentando sua família com a renda de serviços temporários que presta através de apps para fazer bicos.
  • Já vi pessoas que conseguiram estudar e completar seus estudos porque conseguiram acesso a uma moradia compartilhada perto da faculdade em sites de compartilhamento.

[…] Nós costumávamos viver em um mundo onde existiam pessoas, cidadãos individuais, um mundo onde existiam empresas. Agora nós vivemos em um mundo onde pessoas podem se tornar empresas em 60 segundos.Brian Chesky. CEO da Airbnb falando sobre o futuro da economia colaborativa.

Ou seja, a economia colaborativa dá acesso a recursos em ambos os lados, gera renda bem distribuída pois impacta diretamente o provedor do recurso e dá acesso a bens e serviços que o comprador, locador, cliente não teria acesso no modelo tradicional. O famoso ganha-ganha.

Não se iluda! Ganha também a empresa que provém a plataforma, mas essa ganha num modelo bem mais justo do que no modelo tradicional que distribui o valor inteiro gerado na cadeia somente para um grupo de pessoas anônimas e distantes que algum dia compraram um “papel”. Me parece ser uma alternativa bem mais sustentável em termos de distribuição de renda gerada nessa cadeia de valor.

[…] Tudo será pequeno. Então você não vai comer em grandes cadeias de restaurantes. Nós estamos começando a ver as pessoas comprando de pequenos produtores, pequenos restaurantes, food trucks. E, em breve, o restaurante vai ser nas próprias salas da casa das pessoas. Brian Chesky. CEO da Airbnb falando sobre o futuro da economia colaborativa.

Esse conceito é uma das razões pelas quais o feed existe.

Foto: cogdog sob a licença Creative Commons 2.0

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